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2015-09-07 - Portuguese

Quando decidimos viajar, deixamos para trás tudo que tínhamos, vendemos nossos pertences, despedimos de nossa família e amigos pra seguir em busca de um sonho.
Saímos com um roteiro definido, quer dizer, não tão definido assim, não tínhamos ideia do que a estrada aguardava para nós, muito menos sabíamos como iríamos nos virar num lugar diferente todos os dias, tudo era expectativa.
Deixamos o Brasil no dia 21 de janeiro, o rumo era Argentina, sem mapa e muito menos sem GPS, Uruguaiana foi a primeira fronteira, perto dali é onde usaríamos a primeira ajuda da viagem, o Couchsurfing.
Couchsurfing uma comunidade na internet onde viajantes se hospedam na casa de pessoas e esses viajantes também podem oferecer espaço na sua casa pra outros viajantes.
Foi assim que começamos nossa viagem, peraí, a história real não é bem assim, quando chegamos na casa de nosso primeiro host do Couchsurfing ele não estava .
Mas tudo bem, pois aprendemos que a estrada te tudo que você precisa, é, é assim mesmo.
Por que apareceu a senhora Ema, que ofereceu seu humilde pátio pra gente estacionar a Galega, aliás, Galega é essa lindona aqui, que nos leva para todos os lados.
A noite foi tranquila, mais ou menos, foi a primeira vez que acampamos na vida, foi bom pra aprender a abrir a barraca, nosso novo quando não encontramos outro lar.
Calma vamos explicar o que queremos dizer com isso é outro lar.
Seguimos viagem Argentina era muito grande e tinha muita coisa para a ver, tínhamos planejado visitar muitos lugares, mas não esperávamos conhecer tanta gente.
Gente que abriu suas portas para nos receber, gente que cedeu sua cama, nos mostrou sua rotina e dividiu sua comida, gente diferente, gente igual a gente, artistas, pescadores, sonhadores, gente que de alguma forma via em nós um pedacinho de seus sonhos sendo realizado.
Quando estávamos nos acostumando, era hora de mudar de país, e assim entramos no Chile, onde pegamos frio, saímos sem roupa suficiente para suportar o frio do sul do Chile.
Mas encontramos de novo gente amável para nos receber, mesmo naqueles dias que acordávamos sem saber onde dormir, sempre aparecia alguém para nos salvar, pessoas que abriam suas portas e em pouco tempo se tornavam grandes amigos.
Mas ainda tinha muito que ver, um continente inteiro, então a hora de ir embora sempre chegava rápido demais.
Lembra quando eu disse que as vezes encontrarmos outro lar?
Então muitas vezes eram mais que amigos, eram uma segunda família.
Sentimos falta de algo, precisamos devolver um pouco de tudo que a gente estava recebendo, não tínhamos espaço no carro, mas um dia encontramos um rapaz pedindo carona no meio do deserto.
Então paramos o carro, fizemos um espaço, e demos carona para ele, esse foi o Sérgio, a primeira pessoa que a gente deu carona, depois desse dia não paramos mais de dar carona, são pessoas que se aventuram por , e sabem que sempre vai aparecer alguém para ajuda-los, nós somos assim com casas, eles com carona.
A verdade é que o primeiro pensamos no Couchsurfing como uma maneira em economizar hospedagem, seria impossível viajar o mundo tendo que pagar hotéis em todos os lugares, mas depois das primeiras experiências, percebemos que se hospedar na casa de pessoas era uma missão, conhecer de verdade as pessoas de cada lugar que passávamos.
Para ver como vivem, o que elas pensam, isso que faz nossa viagem ser rica e interessante, passamos pelo Peru, passamos frio, passamos calor, passamos pelo Equador, passamos muito bem, passamos pela Colômbia onde o GPS ficava muito confuso e também passamos pela América Central onde todos diziam cuidado.
Uma coisa que nunca passamos foi perigo, sempre aparecia pessoas para nos ajudar pessoas que nos hospedaram, que dividiram o que tinham, que nos ensinaram e que nos apresentaram um mundo diferente.
No México, o único perigo que tivemos foi com a pimenta, que pica mucho, foi a primeira vez que quase tivemos que dormir em algum lugar não tão seguro, mas um anjo apareceu no último minuto da prorrogação, quer dizer, dois anjos.
Eles nos receberam em sua casa depois da meia-noite.
O México também foi assim, gente divertida, inteligente e hospitaleira e orgulhosa de sua gente e as vezes até brasileiros que adotaram o país para viver, mas como sempre quando estávamos ficando acostumados com o lugar é hora de seguir mais ao norte.
Dessa vez, aos Estados Unidos.
Todos os diziam, vai ser mais complicado nos Estados Unidos, os americanos não são tão hospitaleiros como os latinos, e daí?
Hospitalidade não tem nada a ver com nacionalidade e sim com o coração, e chegamos.
Novamente entrávamos na casa das pessoas como estranhos, e pra não ser diferente, saíamos com novos amigos.
Foram mais de 50 famílias até agora, sempre gente interessada em nos ajudar, em fazer crescer nosso projeto, gente de coração muito grande e aqui estamos começando nossa jornada na américa do norte, cheios de expectativas, trabalhando muito e se adaptando às mudanças, principalmente com o orçamento, mas uma coisa é certa, a estrada tudo que o viajante necessita.
Nesses oito meses, aprendemos que viajar é muito mais que visitar lugares e fotografar paisagens, viajar de verdade é conhecer pessoas e compartilhar experiências com elas.
Ainda é o começo muitos países, cidades e casas ainda estão por vir, quer dizer, casas?
A gente não se importa com elas.
Contanto que elas estejam cheias de pessoas e muitas estórias.